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Zau-Évua – terra de ninguém, sítio de vivências

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A obra que agora trazemos ao conhecimento dos leitores reporta-se a factos que ocorreram fá precisamente trinta anos. Na altura, o autor era um jovem militar em campanha, na defesa de princípios e valores que o poder político considerava de interesse nacional.

Em regra, os mancebos eram recrutados praticamente com o destino marcado: lutar nas províncias ultramarinas. Dos que deixaram o território metropolitano, aqui na Europa, mobilizados para as várias províncias em armas, já se publicaram várias obras de conteúdo marcadamente político, de simples relato de experiência pessoais ou mesmo de ficção. Dos que viviam nesses territórios e os consideravam a sua própria terra, na lógica de portugalidade que ia do Minho a Timor, não terão sido dados à estampa obras de conhecimento público significativo. Nós, pelo menos, temos essa convicção, a que não atribuímos, obviamente, o significado de certeza, nem é isso que está em causa. E daqueles que serviram a Nação, no contexto da guerra colonial, tendo uma visão mais próxima da realidade social, cultural e política das respectivas províncias, onde desejavam continuar os seus projectos de cidadania depois dasdesmobilização, ainda não terão sido publicadas as respectivas obras. Por isso, no meio evangélico nacional, onde o autor tem, assumidamente, as suas referências ideológicas mais marcantes, não se deu oportunidade a projectos editoriais de natureza semelhante.

Podemos dizer que a leitura de Zau-Évua – Terra de ninguém, sítio de vivências proporcionará um reencontro com o passado, sem conflito, àqueles que batalharam por uma ideia de Nação e um pretexto de reflexão sobre os fundamentos em que cada um construiu a sua relação com os outros, o que poderá, inclusive, acordar a propósito de dar a conhecer outras memórias interessantes.

Ano de Edição

2003

ISBN

972-99047-1-5

Páginas

158

Tamanho

14×21 cm

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