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15 anos de actividade editorial em prol das letras evangélicas.

Um projecto com alma, gravado em Letras d’Ouro, que agora termina o seu ciclo de vida

O início da nossa actividade editorial deu-se em resposta a uma necessidade familiar, digamos assim. O meu pai queria publicar o seu livro «Zau-évua – terra de ninguém, sitio de vivências», mas não em edição de autor, como havia feito no ano anterior com o livro «Assembleia de Deus OU Igreja do Jubileu». Ora eu, um jovem acabado de terminar a sua licenciatura em Design, achei que serviria esse propósito. O que aconteceu a seguir foi a prova da teoria do caos de Edward Lorenz, ou seja, que «O bater das asas de uma borboleta num extremo do globo terrestre, pode provocar uma tempestade no outro extremo.» Quero com isto dizer que, no ano seguinte, em 2004, já estávamos a publicar o primeiro autor fora do seio familiar, um livro do Pr. Manuel da Silva Moutinho. E que, até 2007, já havíamos publicado 6 novos autores nacionais, a saber: João Fernandes, Arminda Rosa, António Costa Barata, Isabel Ricardo Pereira, Cátia Matias Norinha e Margarida Vilares.

Foi um projecto arrojado, quando escasseava o atrevimento para incentivar a publicação de obras de autores nacionais, valorizando a cultura e actividade literária próprias, na convicção de que havia (e há!) leitores com interesse nesses textos. O significativo número de autores e obras publicadas confirmam que a iniciativa permitiu revelar novos talentos e diversificar a oferta de obras de temáticas diversas.

O crescimento foi paulatino, mas seguro, e porque se queria construir uma referência editorial forte numa relação próxima com a comunidade de leitores, decidiu-se que eles pudessem sugerir e escolher o nome da editora. Assim, em 2008, adoptou-se a marca Letras d’Ouro.

Letras d’Ouro exprime o empenho criativo para traduzir a mensagem do Evangelho, através dos livros, para transmitir valores, aprofundar a esperança e debater horizontes de vida.

Apesar da sua independência editorial, que sempre preservou, a Letras d’Ouro manteve-se comprometida com a revelação bíblica histórica, numa postura de equilíbrio doutrinário e teológico. Talvez também por isso tenha ganho o respeito de leitores evangélicos de vários círculos denominacionais e também católicos.

Tal independência no plano editorial não impediu a Letras d’Ouro de manter fortes laços fraternais com as principais comunidades e movimentos evangélicos em Portugal, com os quais estabeleceu parcerias e projectos em conjunto.

A Letras d’Ouro, na sua actividade, procurou ser uma voz profética dos sinais do Espírito de Deus no tempo presente, propondo leituras e realizando eventos de ênfase cultural e espiritual que os concretizassem.

Procurámos publicar obras escritas por autores comprometidos com a qualidade, na forma e conteúdo, com temas actuais e relevantes, que foram de encontro às necessidades dos leitores, contribuindo para o aperfeiçoamento e crescimento da igreja portuguesa.

Foi por isso que, em 2010, rumei a Nova Iorque, à Feira do Livro daquela cidade, para entrar em contacto com as principais editoras evangélicas americanas e aí adquirir os direitos de publicação de um conjunto de livros para o território nacional. Nessa viagem fora adquiridos os direitos de uma dezena de livros, sendo que, ao fim de 8 anos, não fomos capazes de os publicar todos.
A Letras d’Ouro sempre procurou dar oportunidade a novos autores nacionais e, para tal, não se poupou a esforços. Em alguns casos, foi conseguido; noutros, não correu bem. Um exemplo: se for um dos privilegiados detentores de um exemplar de Tobias, livro do Pr. António Costa Barata, verá na última página a intenção de publicar uma colecção de 10 livros intitulada «10 passos para a felicidade». Foram vários os convites endereçados e ninguém aceitou participar (na verdade os autores convidados diziam que sim, mas não se comprometiam a escrever…).

Mas houve outros casos de sucesso, como o concurso nacional literário, dedicado ao conto infantil, no ano de 2009. Mais de 30 participantes submeteram os seus textos, cujo vencedor foi o livro «A Formiga Irrequieta», da autoria de Leonor Sequeira e Ana Filipe. Desse concurso demos ainda à estampa o livro «O Pintinhas Azuis», da Ana Ferreira. Uma vez mais, mostramos a forma inovadora de fazer livros, pois essas duas obras eram acompanhadas de um CD com a narração das histórias pela Sara Narciso e Joana Cruz, respectivamente, e duas músicas em cada, cuja produção ficou a cargo do conhecido músico David Neutel.

A Letras d’Ouro não deu só oportunidade a novos autores de mostrarem o seu talento. Para tal, incentivamos outras pessoas a colaborarem na tradução, edição, revisão e ilustração, mesmo sabendo do enorme risco que era colocar pessoas a realizar tarefas para as quais não tinham a experiência necessária. Ainda assim, decidimos fazê-lo e se, em alguns casos, o processo foi muito duro, noutros ficámos positivamente surpreendidos.

A Letras d’Ouro foi lugar de outros talentos que tornaram melhores os nossos livros. Recordo os nomes dos ilustradores Filipe Ribeiro Fernandes – do livro o «Diário da Filipa»; Maria João Fradique, dos livros «A Formiga Irrequieta» e «O Pintinhas Azuis»; do Ivan Kemp, dos livros «O grande tractor vermelho» e «Alberto Meias-tintas»; e da Marialinda Martins, do livro «Dar a vida com propósito». Mas também do tradutor Jorge Pinheiro que foi um prestimoso e paciente colaborador; ou da Ana Cabrita e da Lúcia Carrasqueiro (duas amigas do tempo da Rádio Renascença), que colaboram, acima de tudo, pela enorme paixão e respeito pelos livros. Ou os compositores e intérpretes das músicas que compõem o CD que acompanha o livro «Nos braços do Pai – meditações para o coração da mulher» e ainda da narração da locutora Ana Colaço.

A Letras d’Ouro foi prova de perseverança em cumprir o desejo de ver os seus livros disponíveis em todas as livrarias e supermercados do país. Para tal, lutou por encontrar distribuidores para representarem o seu catálogo; mesmo quando essa experiência não correu bem, nunca baixou os braços. É por esse motivo que é possível fazer uma encomenda numa Fnac ou numa Bertrand e estarem lá os seus livros catalogados. Quero recordar, especialmente os anos a partir de 2010, o enorme gozo de ver os nossos livros nas prateleiras dessas livrarias, ali ao alcance de todos. Nessa vontade de fazer os seus livros chegarem ao maior número de leitores possível, a Letras d’Ouro consegui fazer parcerias de distribuição com editores católicos. Provavelmente, não se repetirá tão cedo ver uma editora católica a vender e distribuir livros de matriz evangélica.

A Letras d’Ouro teve enormes sucessos editoriais, tendo hoje múltiplas obras esgotadas. Poderia dar vários exemplos de livros que esgotaram várias edições. E alguns desses livros foram levados aos leitores pelas mãos dos próprios autores, pois nem sempre tivemos a melhor colaboração das livrarias evangélicas, que, por desinteresse ou demasiado habituadas ao que se produz do outro lado do atlântico, nunca foram capazes de um verdadeiro empenho na divulgação das letras nacionais, em geral.

Um exemplo dessa perseverança de divulgar e distribuir o seu livro é o caso do Pr. João Fernandes, que durante anos nos relatou histórias de pessoas com quem se cruzou; ao contar uma parte da sua vida, o interlocutor pedia-lhe sempre o seu livro para ler. Foi deste modo que os 1000 exemplares, que publicamos em 2005, chegaram aos leitores por este país fora e também no estrangeiro.
Por outro lado, alegrou-nos sobejamente quando vimos os nossos livros «Deixe que Deus lhe fale», «Incondicional? O apelo de Jesus ao Perdão Radical» e «Ter fé na cidade» em destaque e no top de vendas na maior livraria portuguesa on-line, a Wook.

Mas nem sempre a busca pelo sucesso editorial (diga-se, sem vergonha, também sucesso comercial) foi o motivo de se publicar determinada obra. Exemplo disso é o caso das biografias, escritas pelo meu pai, dos saudosos pastores Manuel da Silva Moutinho, José Pessoa ou de João Sequeira Hipólito. Nestes casos em particular, é justo fazer-se o reconhecimento de um homem que dedicou largos anos da vida a estudar e a compilar estas biografias, contributos importantes para a história do Movimento pentecostal português. Talvez o único lamento que levo destes 15 anos é não ter visto o empenho dos actores principais do meio pentecostal nacional na valorização da sua história e para tal tomarem para si a iniciativa de divulgação. Ou do livro «Compartilhe a sua fé da com um muçulmano» traduzido pro bono pelo nosso amigo Joel Melancia e que pensávamos – por ser um livro único na língua portuguesa, editado num momento crítico no contexto europeu – que despertaria maior interesse, especialmente nos líderes das Comunidades Evangélicas e organizações missionárias, mas tal não aconteceu, talvez por estarem tão ocupados em organizar festivais e campanhas na TV.

Desejo ainda reconhecer a Margarida Vilares, autora dos livros «Tesouros Desconhecidos» e «Encontros com a Vida», pois à falta de outros reconhecimentos (por exemplo, tentei mais do que uma vez uma entrevista na imprensa evangélica que desse a conhecer o enorme ministério da Margarida Vilares), desejo homenageá-la hoje, pois ela é o exemplo da demonstração do enorme empenho na divulgação da mensagem do evangelho, através da literatura. Para tal, a Margarida Vilares pagou do seu bolso a produção de centenas de exemplares para oferta em exclusivo a todas as bibliotecas nacionais e estabelecimentos prisionais. Não o fez por vaidade, mas porque acreditou que os 4 testemunhos que compõem o seu livro «Encontros com a Vida» são reveladores do amor de Deus por cada pessoa.

Mas também tivemos a nossa quota-parte de insucessos editoriais. De facto, a actividade editorial é um risco; notem que o insucesso editorial não significa que o livro não tenha qualidade. Significa que os leitores simplesmente não se interessaram pelo tema. Exemplo: publicámos o livro «Cancro da Mama – uma viagem de esperança». Julgávamos que, por ser um livro único no meio cristão e até secular, que a sua venda seria garantida, até porque nos dizem as estatísticas que 1 em cada 10 mulheres desenvolverá cancro na mama em algum momento da vida. Pois, passados 7 anos, somente 1/3 da edição foi vendida.

A Letras d’Ouro foi das primeiras editoras portuguesas a publicar parte dos seus livros em formato digital, estando disponíveis na Amazon.

Por iniciativa da Letras d’Ouro, a velha ermida da Rua da Verónica tornou a abrir as suas portas aos pentecostais a propósito da apresentação do livro «João Sequeira Hipólito. Pastor pentecostal fundamentalista que procurava activamente a santificação», em Abril de 2018, algo nunca cogitado, apesar das «memórias» associadas àquele local.

A Letras d’Ouro permitiu-me a oportunidade de conhecer gente extraordinária. Um exemplo disso foi o enorme privilégio de conhecer o pastor americano Brian Zahnd. Após a publicação dos seus livros «O que fazer no pior dia da sua vida» e «Incondicional?», um conjunto de líderes de várias comunidades decidiu apoiar a sua vinda a Portugal. Por esse motivo, tive o privilégio, por 3 vezes, de desfrutar da sua presença e de construir uma amizade sentida com ele e com a sua esposa, Peri.

Quando afirmamos que a Letras d’Ouro «procurou ser uma voz profética dos sinais do Espírito de Deus no tempo presente, propondo leituras e realizando eventos de ênfase cultural e espiritual que os concretizem», não o fazemos de forma oca e sem sentirmos o peso destas palavras. Temos muitas provas dadas no passado e, por isso, sentimo-nos à vontade neste assunto, pois a Letras d’Ouro serviu a comunidade cristã num todo, com especial ênfase a de matriz evangélica.

A Letras d’Ouro sempre procurou aproximar fé e cultura. Para isso, organizou várias conferências relacionadas com os livros que foi publicando:

Em 2010, visitava eu a Feira do Livro, na companhia do meu pai, e de repente escutámos um discurso que, no seu conteúdo, nos parecia muito familiar. Numa das praças daquele recinto, estava o músico e pastor Tiago Cavaco a discursar sobre um tema relacionado com a Bíblia. Logo ali, surgiu a ideia de organizar um ciclo de conferências chamadas «Letras e Café, um espaço de partilha de ideias, cultura e testemunho». O Tiago de Oliveira Cavaco trouxe uma reflexão muito pertinente sobre o tema proposto: EU CREIO – Século XXI: a afirmação da fé cristã-evangélica, tendo como pretexto o livro “Eu Creio”, do pastor Fernando Martinez, edição Letras d’Ouro.

No ano de 2013, organizámos, no auditório da Lusitânia Seguros, em Lisboa, o debate «Sobre a Questão do Perdão», no qual, a propósito do livro «Incondicional? O apelo de Jesus ao Perdão Radical» do pastor Brian Zahnd, sentámos à mesa personalidades distintas, como o Padre Vitor Feytor Pinto (Membro do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde), o Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça Jubilado, Armando Leandro, o professor catedrático, João Lourenço (Director da Faculdade de Teologia da Universidade Católica) e o autor do livro, que visitava a nosso convite o país.

No ano seguinte, organizámos a conferência para mulheres com o título «Nos braços do Pai»; foi uma conferência de forte ênfase espiritual, para a qual convidámos quatro mulheres cristãs influentes: Ana Mary, Helena Pais Martins, Ana Correia e a autora do livro, Isabel Pereira. Esta conferência terminou com um concerto onde mais de 300 participantes puderam fazer uma pausa na agitação do dia-a-dia.

Em 2015, decidimos repetir o formato, organizando assim a conferência «Vida Fabulosa», desta vez a propósito do livro com o mesmo título. Assim, tivemos como oradoras convidadas a Ana Ramalho Rosa, Rute Campos, Iolanda de Melo e Adelaide de Sousa.

Organizámos, ainda nesse ano, na congregação da Cruz de Pau da Assembleia de Deus de Almada, o Festival Literário Cristão, para o qual convidámos muitos autores para apresentarem as suas obras; nesse evento, pudemos ainda escutar as reflexões sobe «A importância do livro na história e expansão do cristianismo», «Um livro da minha vida e porque todos o deviam ler» e «O livro infantil e os hábitos de leitura dos mais novos».

Ainda nesse mesmo ano, a propósito do lançamento do livro «Compartilhe a sua fé com um muçulmano», a Letras d’Ouro juntou um painel de excelência para, num diálogo sereno, ajudar a compreender a mentalidade própria dos devotos do Islão. Nele participaram Jorge Humberto e José Manuel Martins, que fizeram a apresentação do livro que inspirou o evento, e os oradores convidados, Pedro Braga Falcão (Professor da Universidade Católica), Joed Venturini (antigo missionário entre as comunidades muçulmanas na Guiné-Bissau), moderado pelo Filipe Avillez (Jornalista da Rádio Renascença).

Em 2016, a Letras d’Ouro, em conjunto com a Igreja da Lapa, publicou o livro «Ter fé na cidade» da autoria do pastor Tiago Cavaco, e fomos do norte ao sul, passando pelo centro e pelo Alentejo, escutar vozes das comunidades locais de cada região sobre o tema «O que os evangélicos estão na cidade a fazer bem e o que estão a fazer mal», para, a partir das suas experiências, fazer melhor o que estamos a fazer bem, e corrigir o que estamos a fazer mal.

Estou a aproximar-me do fim, mas não poderei terminar este apontamento sem ainda prestar duas homenagens. Ao meu irmão, Samuel Martins, o mais profícuo autor da Letras d’Ouro, com 11 livros publicados. O Samuel tem sido capaz, no seu ministério, de dar seguimento ao repto que lançámos a muitos outros pastores: de deixarem registo escrito dos seus estudos bíblicos, das experiências pastorais e do testemunho do que Deus tem feito nas suas vidas.

E depois, uma sentida homenagem ao meu pai. Esta história de 15 anos não seria escrita sem ele – e em muitas ocasiões por ele. Eu tomo o meu pai como um homem sábio, muito sábio, e, por isso, fico espantado como em tantas ocasiões ele apoiou alguns dos meus devaneios (sim, porque é necessária uma boa dose de devaneio aceitar estar longas horas a rever e a preparar textos para ser editados). Pelas mãos dele passaram os 57 títulos que publicámos, que reviu com toda a atenção, corrigiu, editou, alterou – acrescentou, quando foi necessário e os respectivos autores nisso se reviram… – lutou contra o mau português, investigou assuntos, escreveu prefácios, posfácios e notas editoriais, etc, etc, etc. A sua dedicação permitiu estarmos aqui, hoje, a apresentar este livro da autoria do pastor António Costa Barata, pois foi dele a iniciativa de compilar, organizar, corrigir e editar os textos que compõem esta obra, incluindo a elaboração das várias dezenas de notas de rodapé em estreita colaboração com o autor. E, como referi acima, foi dele o esforço de escrever 5 livros sobre parte da história do Movimento pentecostal em Portugal os quais, quem sabe?, granjearão o devido reconhecimento quando, mais tarde, forem encontrados e consultados, na Biblioteca Nacional, por um qualquer investigador – estudante, mestrando ou doutorando – à procura de «fontes» para elaborar a respectiva tese (e dizem-nos as probabilidades que esse investigador será católico, interessado na história do protestantismo!…)

Esta é uma breve súmula da história da Letras d’Ouro. Esta é a parte fácil de contar a nossa história pois vivemo-la de forma intensa e vimo-la com os nossos próprios olhos. Mas não é esta a parte mais interessante da história da Letras d’Ouro. A parte mais interessante é o que os nossos livros fizeram pelos leitores – pelas centenas ou milhares de pessoas que leram um livro nosso. Só no Céu saberemos como esses leitores foram transformados por também terem lido os nossos livros.

Por isso, meus amigos e irmãos, damos hoje por concluída a última edição da Letras d’Ouro, o livro do estimado pastor António Costa Barata, «Factos & Pessoas, do pó do tempo para instruir o futuro», e achamos que o fazemos com chave de ouro e com a consciência de que a Letras d’Ouro concluiu a sua missão. Penso que não seja abuso parafrasear o apóstolo Paulo dizendo que «combatemos o bom combate, terminamos a carreira e guardamos a fé».

O futuro dos livros que ainda existem está nas mãos dos leitores. A prova de que desejamos dar um destino digno a essas obras é a campanha inédita, no meio editorial português, de permitir que cada leitor faça o preço que entender ao livro que deseja comprar.

Até dia 31 de Dezembro do ano corrente de 2018, os livros continuarão à venda. Depois só poderão se encontrados nas bibliotecas públicas ou privadas – e quem sabe num qualquer alfarrabista.

Hoje encerra-se o derradeiro capítulo da história desta editora, que sonhou ser grande num país pequeno; mas o final da história dos livros será aquele que cada leitor entender.

Muito obrigado e um bem-haja a todos.

Pedro Miguel Martins
Editor e fundador da Letras d’Ouro