Muitas vezes esquecida, a comunidade islâmica em Portugal não é assim tão pequena. Fundada há 46 anos, estima-se que integre até 55 mil praticantes.*

Na sequência dos eventos terroristas que abalaram o Ocidente, depois de 11 de Setembro de 2001, aos cristãos em geral colocou-se de novo a questão de saber como deveriam relacionar-se com os praticantes do Islão, em particular nos países europeus em que existem milhões de cidadãos muçulmanos, cientes dos seus direitos no que tange à prática da religião.**

A ausência quase total de reciprocidade em relação aos cristãos dos países de maioria muçulmana, nos quais são impedidos de se assumir como tal e muitas vezes perseguidos, torturados e mortos, levantou e levanta presentemente a questão de saber como deve ser tratado o Islão e os seus praticantes nos países de maioria sociológica cristã em que todas as religiões podem expressar-se livremente e expandir-se.**

Em países como a França, Alemanha, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos da América e Portugal, por exemplo e nas devidas proporções, a presença e visibilidade dos muçulmanos têm importante significado social e religioso. Depois desses acontecimentos de terror, em muitas nações ocidentais os cidadãos inquietaram-se, tiveram medo e, como é sabido, não faltaram acções concretas no sentido de os excluírem das sociedades respectivas.**

E então perguntamo-nos, como deverão os fiéis ao Evangelho relacionar-se com os muçulmanos? Serão eles, pela sua devoção, completamente insensíveis à mensagem de Jesus Cristo por causa da sua devoção ao Islão?

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* Segundo o artigo do Observador, http://observador.pt/especiais/comunidade-islamica/
** Excertos da Nota Editorial.