Após a oração do Angelus, este domingo, o Papa Francisco sublinhou que a reconciliação depois de um conflito é um processo cansativo e difícil, mas possível. *

A propósito desta mensagem do Papa Francisco durante a sua viagem de um dia a Sarajevo, relembramos um excerto do livro «Perdão Radical» que nos desafia a sermos Agentes de reconciliação.

Perdão Radical de Brian Zahnd

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«É pelo Espírito Santo que as possibilidades de perdão são expandidas até ao infinito. Não somos chamados a perdoar infinitamente na nossa força. Isso seria pedir o impossível. Somos antes chamados a tornar difícil a escolha de perdoar como um acto de obediência a Jesus Cristo e depois a tornarmo-nos um canal através do qual o Espírito Santo leva o amor de Deus a um mundo profundamente magoado e alienado. O perdão cristão aplicado setenta vezes sete não é um acto do indivíduo solitário, mas um acto em concerto com toda a Trindade. O perdão cristão que atira as possibilidades até ao infinito envolve o amor de Deus, a ressurreição de Jesus Cristo e o baptismo no Espírito Santo. Numa dança sagrada com a Trindade, tornamo-nos agentes da reconciliação pela qual Deus traz cura a um mundo deficiente pela aparente incapacidade de perdão. O perdão não só abre novas possibilidades para o futuro, como também dá uma nova perspectiva do passado. De uma forma um tanto misteriosa, que não conseguimos compreender totalmente, o perdão parece ter a capacidade de redimir o passado. O que de outro modo nos envenenaria tem agora uma qualidade redentora na nossa vida. Isto também faz parte da possibilidade do perdão. O perdão parece ter a capacidade de alterar o sofrimento de algo que é puramente destrutivo em algo com profundas qualidades redentoras.» (páginas 58,59, 61)

* http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=29&did=189840